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Correio da Manhã

Opinião
14 de Outubro de 2010 às 00:30

Quando apresentou o Orçamento de Estado para 2010 chegou atrasadíssimo à Assembleia da República e deu uma conferência de Imprensa já passava das onze e meia da noite. Quando alguém lhe lembrou as horas, respondeu que também trabalhava à noite e não percebia o espanto dos jornalistas. Não era nenhuma gabarolice. Teixeira dos Santos é mesmo um trabalhador compulsivo e todas as horas são boas para despachar. Na semana passada, na véspera do Conselho de Ministros, o ministro das Finanças esteve no Campo das Cebolas a trabalhar.

E pelas dez e meia da noite acabou um despacho que congela imediatamente todas as promoções na Função Pública. E como não há tempo a perder e os mercados internacionais estão vigilantes, o despacho ministerial foi de imediato publicado no Diário da República para entrar em vigor logo nessa sexta--feira. É assim. Em tempos de crise, Teixeira dos Santos despacha, corta e volta cortar. Pela calada da noite.

PROPAGANDA: VÁ LÁ, TODOS A SORRIR PARA O PASSARINHO

O procurador-geral da República decidiu organizar um almoço com os magistrados do Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Restaurante marcado, todos pensaram que a coisa era mais ou menos íntima. Mas não. Nessa manhã ficaram a saber que o encontro era na Procuradoria e que depois iam juntos para a sopa. Ficaram espantados quando viram uma bateria de jornalistas à sua espera. Afinal, eram figurantes de uma sessão de propaganda de Cândida & Pinto Lda.

QUERIDA LUSA: SEMANA DO BEBÉ E A ZÉLIA

Lusa, 27 de Setembro. Início de um texto enviado para todos os clientes: "Zélia, desculpa. Enviei para a linha mais um texto do Luís Fonseca sobre a Semana do Bebé que também tem áudio. Por favor controla-me a saída do som que ele enviou para o Multimédia." Em tempos de crise, valha-nos a Lusa.

COISAS DA EDUCAÇÃO: IMBRICAÇÃO DE EVENTOS

Ler alguns dos textos fabricados pelos cérebros da 5 de Outubro para os professores é um exercício tenebroso e ao mesmo tempo hilariante. A querida escritora Isabel Alçada, que adora inventar aventuras para as criancinhas, devia tentar pôr tudo na ordem e evitar estes desmandos de eduquês: "O aluno usa gestos e diferentes recursos prosódicos para envolver a audiência na narração de um evento." Ou: "Modos de concatenação de ideias ou imbricação de eventos." Ó Isabel Alçada! Safa!

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