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Correio da Manhã

Opinião
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Leonardo Ralha

Desperdício de Lisboa

Lisboa e São Francisco têm duas pontes semelhantes ao ponto de confundir os turistas mais distraídos. No entanto, há uma grande diferença entre a Golden Gate Bridge e a Ponte Salazar (actual 25 de Abril): quando se pensa na primeira vêm à memória imagens como a queda à água de Kim Novak, resgatada por James Stewart na obra-prima de Hitchcock ‘Vertigo - A Mulher que Viveu Duas Vezes’, enquanto na segunda existe apenas o vazio deixado pelo cinema português.<br/><br/>

Leonardo Ralha 8 de Maio de 2011 às 00:30

O desperdício dos cenários de Lisboa (e de outros lugares de Portugal) pode explicar-se pela maior dificuldade técnica das cenas de exteriores mas é mais um contributo para o divórcio entre os portugueses e o seu cinema.

Se Cottinelli Telmo apresentou o Jardim Zoológico ao País em ‘A Canção de Lisboa’ (1933), desde então a melhor homenagem da Sétima Arte à capital foi ‘A Cidade Branca’ (1983), um filme de Alain Tanner, que até era suíço.

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