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Correio da Manhã

Opinião
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12 de Maio de 2010 às 00:30

As últimas semanas foram confirmando todas as rotinas dos finais de campeonato, independentemente do abaixamento pronunciado de frescura e forma colectiva da equipa de Jesus. Ao Benfica ‘bastava’ empatar com o Rio Ave, mas os adeptos não queriam menos do que uma vitória, a 14ª consecutiva em casa, bem como a consagração de Cardozo como melhor marcador. E, neste ponto, a jornada foi perfeita, satisfazendo todos os desejos irreprimíveis de uma festa histórica, que vestiu o país de vermelho.

O dia do Benfica ofuscou a proeza do Marítimo de conseguir ultrapassar sobre a linha de chegada candidatos aparentemente mais fortes ao 5º lugar, com um triunfo directo e muito expressivo em Guimarães. Um treinador estreante, Van der Gaag, acabou por tornar-se num dos grandes triunfadores da época, indiferente aos humores variáveis do presidente do clube, ao levá-lo a igualar a melhor classificação de sempre, partindo do assustador 11º posto em que Carvalhal lhe entregara a equipa. Numa fase em que o Sporting desapareceu literalmente da linha da frente, o inesperado insucesso do seu futuro treinador, após oito semanas consecutivas no 5º posto, não deixa de constituir um presságio interrogativo quanto à bondade da escolha. Em Guimarães, pelo menos, o prestígio de Paulo Sérgio caiu a pique, em contraste com a idolatria dos rivais bracarenses por Domingos Paciência.

Finalmente, uma nota de sensação para o triunfo do Belenenses, libertando-se de 15 jornadas como lanterna vermelha, para uma posição que lhe permite olhar com esperança para os problemas administrativos da Liga.

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