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Correio da Manhã

Opinião
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11 de Janeiro de 2005 às 00:00
Quando chegámos encontrámos a escola às escuras. Já contavam o quinto apagão. Valia o kit enviado pela União Europeia contendo lanternas de emergência para que se conseguisse fazer a contagem.
Mais uma vez os elementos da mesa demonstraram uma grande eficácia e empenho. Com rapidez separaram os votos lançando-os no quadro da escola a pau de giz. Votos que participariam na determinação da vitória de Abu Mazen. Selada a urna, preenchidos os protocolos, com escolta policial seguimos a carrinha que em alta velocidade, curva-contra-curva, se dirigiu a Hebron, onde seriam entregues os resultados obtidos no nosso centro de votação.
Ao chegarmos estava a confusão instalada. As carrinhas de muitos dos cerca de 400 postos de votação do mesmo distrito eleitoral, apinhavam-se buzinando querendo chegar mais próximo da sede distrital. Jogavam-se as urnas transportadas sobre a cabeça por cima do portão de acesso. Eram 2 da madrugada, um dia longo tinha chegado ao fim. Um banho e os lençóis esperados. Hoje fazemos a avaliação do dia de eleições e do trabalho realizado.
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