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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Janeiro de 2010 às 00:30

O regime contempla uma vertente de subsídios e suplementos para compensar um vencimento de miséria. Variam entre 462,66€ mensais para intervenção e 59,13€ para a patrulha, valores que ilustram a disparidade existente e a insignificância a que se remeteu o elemento basilar de qualquer instituição que tem como missão primeira a segurança pública e cujos profissionais mais expostos estão ao perigo e ao desgaste permanentes. Nos países onde as políticas de segurança interna são mais consentâneas com o verdadeiro sentimento das populações, o pessoal afecto ao serviço de patrulha é o mais valorizado a nível remuneratório e de carreira, funcionando como incentivo às boas práticas policiais. Em Portugal é diferente, os exercícios de retórica governamental que têm proclamado o policiamento de proximidade contrastam com a acção política de desvalorização dos postos, comprometendo-se uma saudável gestão dos recursos humanos e a qualidade do serviço prestado aos cidadãos.

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