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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Abril de 2007 às 00:00
Nesse período enfrentei porventura os maiores desafios da minha vida como, em parte, dei testemunho nas páginas deste jornal. Entretanto, uma nova missão que me foi proposta fez-me abandonar o atribulado Médio Oriente e abriu-me as portas para as imensidões do continente americano. Valerá, por isso, a pena tentar confiar ao papel umas breves notas sobre o que se pode conhecer e sentir em alguns dos lugares mais significativos desta impressionante região que é o Novo Mundo.
A percepção que em Portugal muitos guardam das Américas tende a reduzir-se, no Hemisfério Norte, aos Estados Unidos da América e, no Hemisfério Sul, ao Brasil. E, no entanto, apesar de esses serem talvez os mais importantes Estados da área, existem no continente americano vários outros povos e nações que muito têm para oferecer não só no que toca aos seus recursos naturais, turísticos e culturais, mas também quanto ao que diz respeito à sua enorme riqueza humana.
Falando de um exemplo concreto e que me está agora próximo – o México – não podem deixar de nos ocorrer nomes como os de Cortês, Juárez, Maximiliano, Zapata, Pancho Villa, Cardenas, Rivera, Fridah Kalo ou Octávio Paz; locais do maior interesse histórico e arqueológico como Teotihuácan ou Chichén Itza; ou estâncias turísticas tão publicitadas como Cancun, Acapulco, Cabo San Lucas ou Porto Vallarta.
Do muito mais que haveria para dizer do México, importaria dar prioridade à notável dimensão humana do seu povo. A particular idiossincrasia dos mexicanos, feita de um misto de nostalgia e de extroversão alegre, não deixa, aliás, de nos recordar e aproximar da sensibilidade própria do povo português. Mas isso será tema para outras reflexões.
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