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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Dinheiro escondido

Os paraísos fiscais existem por dois motivos: para os ricos pouparem nos impostos ou para se esconder dinheiro. Como se vê nos exemplos mais mediáticos de crimes de colarinho branco, não há caso que não tenha o seu offshore, ou mesmo uma entrelaçada rede de paraísos fiscais. As ilhas do canal da Mancha, Gibraltar e vários paraísos nas Caraíbas são os destinos mais frequentes do dinheiro sujo que foge de Portugal. Para quem tem apenas como objectivo um bom planeamento fiscal, a zona Franca da Madeira também é um bom destino.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 29 de Janeiro de 2009 às 00:30

Qualquer pessoa que queira colocar o seu dinheiro ao abrigo de qualquer investigação nem precisa de fazer o sacrifício de se deslocar de férias às Caraíbas. Basta ir a um bom escritório de advogados. E o dinheiro pode sair de Lisboa para Gibraltar, seguir para Jersey e no dia seguinte estar nas Ilhas Caimão, podendo regressar a Gibraltar, numa teia difícil de destrinçar pelas autoridades. Às vezes esse dinheiro volta a entrar em Portugal através de investimentos imobiliários, com benefícios fiscais. Como diz o ministro das Finanças, o Mundo seria melhor sem offshores, mas só a Europa em conjunto e os EUA é que podem acabar com eles. Contudo, o Governo pode legislar no sentido de tornar obrigatórios os registos do dinheiro transferido para esses paraísos. Isso já era um grande passo.

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