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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

Diplomacia nuclear

Pode-se resumir a questão da segurança nuclear a uma pergunta: estamos hoje mais seguros do que há 42 anos , quando o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) foi aprovado pelas Nações Unidas?

F. Falcão-Machado 30 de Abril de 2010 às 00:30

Na altura tentou-se evitar a disseminação da arma atómica e fomentar o uso pacífico da energia nuclear. Hoje a resposta passa pelo exame de dois acontecimentos recentes: o primeiro foi a assinatura do novo acordo START (Strategic Arms Reduction Treaty) entre os Estados Unidos e a Rússia para reduzir o respectivo arsenal nuclear. Mais do que pelos seus aspectos técnicos, esta decisão – saudada por uma maioria de países – valeu pelo forte significado político de dar início a um processo transparente de destruição de armas nucleares por parte das duas maiores potências mundiais. O segundo foi o facto de dias antes, por iniciativa do presidente Obama, se haver realizado uma cimeira de Estados visando reforçar a segurança de todos os materiais destinados ao uso pacífico da energia nuclear. Não será por isso de admirar que tais temas voltem à agenda internacional durante a cimeira da NATO que se realizará em Lisboa no próximo mês de Maio.

E apesar de alguns países se recusarem a apoiar este tipo de iniciativas, os passos que estão a ser dados pelos mais importantes estados do planeta recuperam a esperança nos méritos da diplomacia.

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