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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Directório perigoso

A letra do novo Tratado de Lisboa não prevê qualquer directório, mas a reunião que está hoje marcada para Londres, em que para além do anfitrião Gordon Brown, conta com a chanceler alemã, o primeiro-ministro de Itália e o presidente francês, é um precedente perigoso para a União Europeia, dado que institui o poder fáctico dos quatro gigantes sobre o destino dos 27.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 29 de Janeiro de 2008 às 00:30
E Durão Barroso, presidente da Comissão, com a sua presença dá assentimento a esta polémica repartição de poder.
Curiosamente o tema principal da reunião de hoje é a crise financeira e o papel das autoridades monetárias na Europa. Acontece que o Reino Unido está fora do euro. O Banco de Inglaterra ainda manda na libra e as decisões do Banco Central Europeu têm pouco impacto na vida dos britânicos, ao contrário do que acontece nos países da Eurolândia, como Portugal.
À luz deste novo entendimento da UE, todos os cidadãos europeus são iguais, mas tal como no ‘Triunfo dos Porcos’ de Orwell, uns são mais iguais do que outros. Os alemães, britânicos, franceses, e ocasionalmente os italianos, votam em líderes que têm poder de decisão na Europa, enquanto os portugueses e outros cidadãos dos pequenos e médios Estados europeus pouco contam. E não é isto que está escrito no Tratado que os 27 líderes europeus assinaram em Lisboa.
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