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João Vaz

Disciplina é obrigatória

Nestas férias de Natal estamos a repetir o debate da passada Páscoa. Um novo filme de indisciplina em sala de aula alimenta o tema. E o caso passa-se mais uma vez no Porto, onde se nota maior hábito de filmar.

João Vaz 28 de Dezembro de 2008 às 00:30

Apetece dizer que é para fazer jus a ser terra natal do decano do cinema mundial, Manoel de Oliveira. Existem, porém, outras razões: maior sede de modernidade, mais acelerada mudança das relações e práticas sociais.

Embora as circunstâncias não sejam despicientes – incluindo o tipo de zona urbana onde a escola do Cerco se insere – o essencial é o acto de indisciplina. Se foi brincadeira ou prática violenta não se pode discernir pelo filme. Certo é que aquelas cenas não são toleráveis nu-ma sala de aula. Se era uma encenação devia ser feita num palco como récita escolar. Talvez exorcizasse mal-entendidos.

A violência contra professores é da história. Sempre houve mestres incompetentes de quem os alunos faziam gato-sapato. Só não havia telemóveis para filmar.

A disciplina na sala de aula é problema do professor e da escola. Não vale a pena chamar a polícia nem o Ministério Público, cujas funções não são educar. A disciplina pode ser difícil mas é obrigatória. A escola e os professores têm de ser capazes e o Estado deve assegurar as condições necessárias, porque se não cumpre com essa exigência não está a fazer nada pela Educação.

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