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Correio da Manhã

Opinião
21 de Agosto de 2004 às 00:00
Antes e durante o Euro’2004 discutiu-se a naturalização de Deco, ao mesmo tempo que se invejava a França: campeã do Mundo com um ‘português’, Robert Pires; um ‘senegalês’ (e ‘caboverdiano’), Patrick Vieira; e um ‘ganês’, Marcel Desailly.
Hoje, Naide Gomes está à beira de ganhar uma medalha para Portugal, depois de há quatro anos ter estado em Sydney pelo país onde nasceu, São Tomé. Daqui a dias, será o filho da Nigéria Francis Obikwelu a tentar a sua sorte. Os dois são dos poucos candidatos a medalhas que Portugal tem em Atenas.
Já a Eslovénia apresenta Merlene Ottey, uma jamaicana negra que, aos 44 anos, vai na sua sétima participação olímpica.
O futebol devia pôr os olhos nisto e pensar em Derlei e outros, em vez de continuar a discutir a ausência de Scolari em Atenas à posteriori ou a perder tempo com o debate do esperado abandono de Figo.
Mas para já esse futebol vem longe. Continuamos na era da discussão inútil, como ontem, na Supertaça, onde o mais importante é usar a bola marca “X” na primeira parte e a da marca “Y” na segunda.
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