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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Discutir Sócrates

Sócrates chega ao congresso com a pior das suas máscaras: a de um combatente enérgico mas já gasto. Escolheu uma arrogância gestionária para se afirmar contra os lóbis. Deixou a ideologia de lado, arrumou a dita ala esquerda do PS e atirou-se aos problemas da governação.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 9 de Abril de 2011 às 00:30

 Parecia destinado a um futuro luminoso. Uma parte do País e do PS pensou ter encontrado o melhor primeiro-ministro do pós-25 de Abril. Nesses tempos, Sócrates ensaiava já a postura do político destinado a grandes voos, uma espécie de herdeiro de Soares. Veio a crise internacional de 2009 e o sonho empalideceu. Não resistiu a fazer orçamentos eleitoralistas, a transformar o PS num mero instrumento e o País num palco do seu teatro.

É curioso que uma das frases mais ouvidas no caso Face Oculta aos amigos de Sócrates seja a de que "o PS não pode saber" de tudo o que faziam para concentrar o poder. Na verdade, o poder estava no grupo de Sócrates. Com as dificuldades, tornou-se mais irascível, mais déspota. Tornou-se no problema do País e do PS. No problema que este congresso não vai discutir mas que é inadiável.

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