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Magalhães e Silva

Ditador manso

Passos até para Salazar perde: é que pior do que um ditador só mesmo um ditador incompetente.

Magalhães e Silva 13 de Outubro de 2013 às 01:00

Quando, em 2010, Passos Coelho sucedia, no PSD, a Ferreira Leite, tudo quanto é comentador, incluindo, neste universo de Acácios, os dos jornais denominados de referência, enaltecia a modernidade que ele vinha trazer ao partido, por contraposição ao antidespesismo, acanhado e bafiento, que Ferreira Leite representaria.

Ao tempo, fui crítico severo quer da presidente do PSD, quer do PM Sócrates; mas não vi um único motivo para embandeirar em arco com o novel líder. Três anos volvidos, Passos Coelho mostra, finalmente, e pelo claro, ao que veio.

Confrontado com as perguntas que vinte cidadãos lhe dirigiram na RTP, acabou por sentenciar que o sucesso do seu Governo era o sucesso do País e que o seu fracasso o fracasso de todos nós.

É a velha abordagem dos ditadores: convencidos de que só há uma verdade e um só caminho, o deles, depois deles só nos espera, Luís XIV ‘dixit’, e Salazar glosou, o dilúvio.

Volvidos 45 anos sobre a morte política de Salazar, Passo Coelho reedita, em tom delicodoce, a palavra de ordem que fundou a ditadura.

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