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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Dívidas de betão

Na orgia financeira antes da crise que rebentou em 2008, os bancos usavam o dinheiro fácil e barato para emprestar a promotores imobiliários.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 29 de Setembro de 2013 às 01:00

Empreendimentos surgiram de norte a sul e os bancos que emprestavam para a construção dos imóveis cediam também crédito fácil. E como o negócio era rentável e o imobiliário se tornou numa espécie de oásis económico, a miragem de lucro levou o País a endividar-se ao ritmo das betoneiras. Depois surgiu a crise de crédito, o mercado imobiliário arrefeceu, os promotores entregaram os prédios à Banca e muitas famílias foram obrigadas a devolver as casas.

O Banco de Portugal, de Carlos Costa, está atento e parece que está a apertar o cerco à montanha de imóveis nas mãos da Banca.

 

Segundo dados do Banco de Portugal, citados pelo ‘Negócios’, a Banca portuguesa tinha, em 30 de junho, uma carteira de imóveis avaliada em mais de 5,23 mil milhões de euros, o que significa um aumento de quase 50% face aos números do final de 2011. Resta saber qual o real valor de mercado.

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