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Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Dívidas em excesso

2009 foi marcado por uma baixa acentuada das taxas de juro. No entanto, o número de famílias sobreendividadas que pediram ajuda à Deco bateu novos recordes: mais de 12 mil devedores recorreram à associação de consumidores porque já não conseguiam gerir os seus empréstimos.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 7 de Janeiro de 2010 às 00:30

A novidade neste universo de sobreendividados é que há famílias com rendimentos mensais na casa dos dois mil euros, ganhos acima da média portuguesa, que não conseguem cumprir com as obrigações perante a Banca. E honrar os compromissos da casa nem é o problema para estas famílias. O que não conseguem é pagar os empréstimos para bens de consumo e outros fins. Algumas destas famílias devem mais de cem mil euros em créditos pessoais. Estes dados revelam que a euforia do consumo desmesurado acima das possibilidades já fez muitas vítimas em Portugal.

O cenário vai piorar, porque o agravamento do desemprego, em conjunto com a previsível subida dos juros, que os bancos já começam a antecipar, vai provocar uma situação explosiva em muitos lares. Há quem culpe os bancos e as sociedades de crédito especializado por estes dramas, mas os consumidores quando recorrem ao crédito fácil têm de saber que vão ter de devolver o dinheiro com juros. Porque no crédito não há mesmo almoços grátis.

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