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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Janeiro de 2008 às 00:30
Em Portugal, no fundo, confunde-se ‘responsabilidade’ com ‘cumplicidade’. Marinho Pinto sempre disse o que pensava, sem pejos nem artifícios – muito mal ficaria se deixasse de ser assim agora que é bastonário dos Advogados. Ao dizer que a corrupção passeia impunemente nos corredores do poder está a falar verdade.
O sistema defende-se censurando as “generalidades” e exigindo “provas”: só as autoridades têm poderes de investigação e não compete a mais ninguém reunir testemunhos, documentos e gravações, acerca de evidências que nos deveriam envergonhar enquanto País.
Se quem devia sanar esta situação não o faz, só nos resta confiar na coragem de pessoas como Marinho Pinto – que nunca lhe doa a voz!
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