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Correio da Manhã

Opinião
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29 de Julho de 2004 às 00:00
Tem uma coisa que é bem portuguesa: sabe ser dura com muita ternura. Embora seja também, com facilidade, “outspoken”. Eu conheci-a numa altura em que, casada com o milionário John Heinz, era já uma lufada de ar fresco. Cruzei-me com ela várias vezes, entre 1971 e 1973, quando trabalhava com o ‘Committee for Freedom of Angola, Guinea and Mozambique’, e ela falava comigo essencialmente por eu ser português, pois, apesar de viver há muito nos EUA, apresentava-se como portuguesa e interessava-se pela situação em Portugal. Falava muito bem português mas tinha uma linguagem de autêntico carroceiro. Mas apesar dos palavrões, que nos chocavam, conseguia manter a classe e tinha sempre graça. Era, além disso, e continua a ser, uma mulher militante, pelo que não estou a vê-la na Casa Branca a “fazer meia”.
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