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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Do de e do da

Não estão a perceber nada. Então, nas vésperas do país sair à rua para manifestar a sua revolta, a Assembleia da República, e todos os seus deputados, recusa-se a clarificar a lei da limitação dos mandatos autárquicos?

Joana Amaral Dias 2 de Março de 2013 às 01:00

Numa das semanas com mais protestos de descrença, o parlamento dá este sinal que só pode ser preguiça ou leviandade? Não estão a perceber mesmo nada. Enquanto uns berram "Gatunos!", do outro lado fingem não perceber que essa limitação de mandatos é um princípio republicano. Enquanto de um lado, as gentes dizem "o povo é quem mais ordena", do outro, brinca-se com o de e o da e o Presidente da República acorda do seu retardado torpor para demonstrar conhecimentos de gramática. Esta semana foi uma radiografia limpinha do fosso sem fim que separa cidadãos e políticos: de um lado, o protesto a exigir transparência, dedicação à causa pública, ética, e a reforma do sistema político, o denominador comum aos manifestantes. Do outro lado, os atores políticos a entrincheirarem-se sem pudor para se eternizarem no poder, reforçando a endogamia, a falta crónica de massa crítica e a incapacidade de renovação. Não estão a perceber mesmo nada.

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