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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Outubro de 2006 às 00:00
Faltam 75 dias para chegar o momento prometido por Francisco Penim: 2007, o ano da liderança. Daqui a exactamente dois meses e meio, quando o calendário virar, a SIC vai partir à conquista do grande objectivo – destronar a TVI e devolver a Pinto Balsemão o domínio da televisão portuguesa. Mas até lá, entretanto, há ainda que perceber que SIC vamos ter: mais perto da TVI, na luta pelo primeiro lugar, ou a evitar, a todo o custo, ser ultrapassada pela RTP e a tombar para o último posto? Isto porque nas duas primeiras semanas de Outubro a estação de Carnaxide e a televisão pública andam, até ver, tecnicamente empatadas, estando a SIC em descida contínua desde Julho... e a RTP a fazer o percurso exactamente contrário.
A pergunta: como é que a SIC, em dificuldades, por agora, para manter o segundo lugar, irá reunir condições para, já em Janeiro, atacar a liderança incontestada de José Eduardo Moniz? Se, de Janeiro a Outubro deste ano, a TVI apenas não conseguiu vencer o mês de Julho (Mundial de futebol), como pode Penim inverter tamanha hegemonia do seu opositor, sobretudo quando falta tão pouco tempo para começar a cumprir a promessa?
A bem sucedida ‘Floribella’ – e a respectiva onda de entusiasmo que se tem gerado à volta da sua protagonista – tem ajudado a desviar as atenções de um facto incontornável: a SIC vai fechar 2006 claramente abaixo do ano anterior! Como 2005 é da responsabilidade de Manuel Fonseca (Janeiro a Setembro) e de Francisco Penim (Setembro a Dezembro), pode concluir-se, portanto, que Francisco Penim, no ano em curso, terá um resultado pior do que Manuel Fonseca e do que... Francisco Penim. Daqui até ao final do ano adivinham-se, ainda, novas dificuldades. Para além de continuar a ver a RTP muito, muito perto, a SIC – toda a SIC – está prestes a enfrentar o mais sério teste à capacidade da sua ‘jóia da coroa’.
Quando José Eduardo Moniz estrear, a qualquer momento, a sua nova telenovela – ‘Doce Fugitiva’ –, vai ser fundamental perceber o impacto provocado em ‘Floribella’ (o público é sensivelmente o mesmo). Um tiro no ‘porta-aviões’, nesta altura do campeonato, poderá fazer adivinhar um resto de trimestre penoso para Penim. Cenário inverso: a TVI reservou parte substancial do seu investimento de 2006 para esta fase e, por isso, tem feito estreias em série (‘Clube Morangos’, ‘Canta por Mim’, ‘Pedro, o Milionário’ e ainda o que há-de vir). Até ver, não conseguiu, porém, que os resultados disparassem. Poderá, então, a ‘Doce Fugitiva’ – ‘per si’ – pôr tudo aquilo a ‘voar’? Sim, poderá.
Esta semana, a TVI chamou os jornalistas para apresentar ‘Doce Fugitiva’. Foi tudo dito, menos a data da estreia. “É surpresa”, disse Moniz. Utilizar a Imprensa para este género de ‘guerrilha’ é, no mínimo, de mau gosto.
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