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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Fernanda Cachão

Dói mais em castelhano

"La crisis no solo ha llevado desempleo a Portugal, también ha llevado sueldos cada vez más bajos. Según los últimos datos de la Seguridad Social, actualmente 605 000 portugueses ganan el salario mínino nacional, valorado en 485 euros que se convierten en poco más de 430 euros netos en la práctica, una vez descontados los impuestos." Isto é a citação do primeiro parágrafo de uma reportagem do ‘El Mundo’, na edição de domingo. Isto é a reportagem da realidade portuguesa, ninguém por cá precisa de aprender castelhano para a entender.

Fernanda Cachão 26 de Junho de 2012 às 01:00

O jornal espanhol conta a história de um tal Paulo, pai de uma família que ao jantar come "pan y sopa", e a de Laura, que sobrevive com 250 euros mensais como "las hormigas bajo tierra". Por altura do quinto parágrafo, depois da indignação que nos grita que nesta cama não estamos sozinhos – os maus lençóis da crise europeia destapam-nos a todos – lemos a estocada final, como na Praça de Madrid em dia de faena: "Y cuando los jóvenes portugueses tienen la suerte de acceder a un puesto de trabajo, tienen que conformarse, en la mayoría de los casos, com el sueldo mínimo nacional." Olé...

Cristiano Ronaldo, eles têm razão, mas, por favor, dá-lhes amanhã.

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