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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Agosto de 2005 às 00:00
Quatro atletas, quatro primeiros lugares, não deixando à campeã olímpica chinesa Xing Huina qualquer hipótese. Atletas de formato igual, todas muito jovens, baixas mas longilíneas, leves, capazes de seguir qualquer ritmo e com uma velocidade final imparável. Já tinham ocupado dias antes todo o pódio dos 10 000 m e a vencedora de então, Tirunesh Dibaba, tonou-se uma das figuras dos campeonatos com esta outra vitória.
Tudo isto traz à memória os primeiros tempos dos etíopes no crosse, no início dos anos oitenta, quando o domínio era dos europeus.
Na altura, aqueles homens negros, baixos e que corriam em equipa como se tivessem receio de ser separados, pareciam representar um número de circo e assim eram olhados por muitos. Mas esse olhar provou-se bem estar errado.
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