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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Duas ou três convicções

O governo é sempre o que mais interessa na política portuguesa. O debate político está remetido à irrelevância. A experiência e a visão políticas atribuem-se erradamente aos que passam por cargos no governo, mesmo que seja só para traficar influências e empregar amigos e correligionários, actos que só servem estratégias carreiristas e não afirmam qualquer conteúdo político-ideológico.

João Vaz 19 de Junho de 2011 às 00:30

O naipe de técnicos que se aponta ao governo de Passos Coelho desafia esses preconceitos. Destaco dois deles: o primeiro é o futuro ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, professor numa universidade de Vancouver, cidade do Canadá eleita no ‘Economist’ co-mo a melhor do Mundo para se viver e que nas últimas eleições votou uma candidata Verde-Ecologia para deputada. Nos seus livros revela visão política impossível de perscrutar até em dinossauros da política nacional. Ele diz que Portugal é um excelente país para viver e o necessário é que se torne um país óptimo para trabalhar, investir e inovar.

O outro é Nuno Crato na Educação e o seu arraso do ‘eduquês’. Política mesmo é dizer que os professores têm de saber para ensinar e não especializar-se em estratégias pedagógicas para levar os alunos a aprender coisas que os próprios docentes não sabem. Confundir política com métodos de domesticação dos sacos de gatos que os partidos semearam pelos ministérios é uma ofensa à política.

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