Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Manuel Catarino

Dúvidas e provas

Ou a PJ foi precipitada na detenção, ou o Ministério Público fez um disparate em libertar o suspeito.

Manuel Catarino 26 de Setembro de 2013 às 01:00

O Ministério Público acaba de passar à Polícia Judiciária de Braga um rude atestado de incompetência – carimbo que a Polícia Judiciária, naturalmente, devolve ao Ministério Público.

O caso é de homicídio – o mais terrível dos crimes – e conta-se assim: ao fim de quase um ano de investigações, como quem encaixa pacientemente cada peça de um puzzle, a Polícia Judiciária de Braga acreditou ter chegado ao autor do crime de morte – mas o Ministério Público nem sequer promoveu o interrogatório do arguido por um juiz de instrução criminal: decidiu mandá-lo em liberdade como o mais inocente dos homens – atitude que atira sobre a investigação criminal um espesso manto de desconfiança.

O episódio, perfeitamente evitável, desacredita tanto o Ministério Público como a Polícia Judiciária. Das duas uma: ou os indícios contra o suspeito eram tão escassos e fugazes que os inspetores da Polícia Judiciária de Braga se precipitaram na detenção; ou o magistrado, por negligência, ignorância ou má-fé, cometeu um disparate.

PJ dúvidas provas Ministério Público disparate liberdade
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)