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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco J. Gonçalves

E depois de Kadhafi?

A iminente derrocada do regime de Muammar Kadhafi representa um sério desafio à ‘realpolitik’ ocidental. Surpreendidos pela chamada ‘Primavera árabe’, os EUA e aliados europeus não souberam adoptar uma linha de rumo coerente. Quando a revolta chegou à Líbia e se transformou em guerra civil, passaram semanas até a NATO, de forma hesitante, decidir um modelo de intervenção.

Francisco J. Gonçalves 24 de Agosto de 2011 às 00:30

O que se seguiu foi uma guerra mais ‘limpa’ do que as do Afeganistão e Iraque, mas o desafio era substancialmente mais fácil. Só que o oportunismo político do apoio dado pela NATO aos rebeldes não resolve o problema que se avizinha: a estabilização do país e a emergência de uma liderança credível (capaz de unir os líbios) e conveniente (capaz de cortejar os poderes ocidentais).

O assassínio, a 28 de Julho, do comandante rebelde Abdel Fattah Younes, morto por camaradas do movimento, fez soar o alerta e lembrou a mais do que provável luta pelo poder que se seguirá à queda de Kadhafi. Perante isso, EUA, França, Itália, Reino Unido e Alemanha têm um duplo desafio: 1- chegar a acordo quanto ao ‘cavalo’ em que apostar; 2- decidir que tipo de intervenção querem ter na estabilização do país.

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