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Correio da Manhã

Opinião
23 de Dezembro de 2011 às 01:00

Daniel está descontente com a vigilância dos pórticos – o que, convenhamos, não é motivo de espanto. O que espanta é mesmo a inteligência da sua argumentação. Ora vejam. Em primeiro lugar, ele garante que "estar ali [junto aos pórticos] é um perigo". Leram bem: "um perigo". E obviamente, não é para isso que uma pessoa vai para a GNR. Um guarda sonha com uma vida feita a montar radares e a passar multas. E de repente, eis que tem de ir enfrentar "perigos". Não se faz.

Mas não é só o "perigo". Daniel Saúde aponta três graves problemas que afectam a qualidade de vida de quem vigia barras metálicas no Algarve: 1) Os guardas têm de fazer "as refeições no local". 2) Os guardas "não têm apoio sanitário". 3) Os guardas apenas dispõem "da viatura para se abrigarem". Ora, com este tipo de condições miseráveis, ainda é suposto desempenharem bem o seu trabalho? Claro que não. E embora Daniel Saúde não avance com uma solução, ela resulta evidente das suas palavras: se é para a GNR andar a guardar pórticos todos os dias, então há que construir ao lado de cada um deles um pequeno apartamento com casa de banho e cozinha. Não seria bom para o défice, é certo. Mas o combate à chumbada teria finalmente a dignidade que merece.

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