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Correio da Manhã

Opinião
8
17 de Outubro de 2006 às 00:00
1.Pela primeira vez, FC Porto, Benfica e Sporting venceram na mesma ronda. Os três grandes somam mais quatro pontos do que na época passada, à 6.ª jornada. E a diferença poderia ser maior, se por acaso o Benfica tivesse derrotado o Belenenses no jogo da primeira ronda que continua em atraso. Os números (até o Sp. Braga, o quase grande, tem menos um) confirmam os sinais: este ano não parece haver equipas capazes de nos surpreender. E sim, estou a esquecer a mão de Ronny em Alvalade. A pobreza de Marítimo, U. Leiria e E. Amadora, por exemplo, retirou interesse aos principais jogos da jornada. Os pequenos jogam mal e sem ambição (a excepção é a Naval), apenas à espera que do outro lado a inspiração esteja ausente. Na época passada a explicação era o elevado número de equipas que desciam. Que dirão agora os treinadores de semelhante pobreza?
2.Infelizmente, a jornada ficou marcada por mais um bizarro erro de arbitragem. A expulsão de Pavlovic, aos 63’ do P. Ferreira--Académica, é um daqueles momentos difíceis de entender e por isso incómodo para quem gosta de futebol. Se partirmos do princípio de que se tratou de um lapso de Hélio Santos, então convém que a CA da Liga lhe explique que não é possível pactuar com este tipo de deficiências. Agora que está a chegar, Vítor Pereira precisa deixar as regras bem claras. Eis uma oportunidade.
3.Postiga é para já a segunda figura portista, depois do indispensável Anderson. Os dois golos (muito bons) deram-lhe uma posição na parte da frente da tabela de goleadores. E assim, golo a golo, vai perdendo força a discussão sobre a necessidade de mais um avançado no plantel. Até porque no Dragão há outros temas sobre os quais vale a pena conversar, como a ‘indisposição indisciplinada’ de Bosingwa.
4.Jorge Costa disse mesmo adeus. Há duas épocas que o antigo capitão portista não faz parte desta Liga, mas impressiona a forma como os clubes tratam quem os serve bem. E neste caso, como se sabe, o FC Porto não é melhor nem pior do que os outros. Na Alemanha, Jorge Costa podia sonhar com o dia em que entraria num dos gabinetes da administração portista. Em Portugal, para chegar a dirigente desportivo é preciso ser empresário, deputado ou presidente de câmara. Conhecer e respeitar o futebol não é requisito.
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