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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Elogio da concorrência

A livre concorrência favorece os consumidores, mas em Portugal o conceito ainda tem má fama. A própria tradição do Estado foi a de favorecer monopólios ou cartéis que funcionassem na ‘paz dos anjos’ com concertação de preços.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 19 de Março de 2007 às 00:00
Ainda há sectores que resistem a uma verdadeira concorrência. Um deles é o do abastecimento de combustíveis, que durante anos esteve entregue a um cartel permitido por lei, com preços afixados administrativamente.
Quando começou a liberalização, por causa da falta de competição entre os operadores, a tendência de subida dos preços foi dominante. Os consumidores só começaram a beneficiar mais tarde, devido ao aparecimento de concorrentes externos, neste caso de hipermercados que abriram estações de serviço com preços mais baixos que funcionavam como chamariz para atracção de consumidores às superfícies comerciais.
Como confirma o relatório da Autoridade da Concorrência, um consumidor que abasteça numa estação de serviço associada a um hipermercado pode poupar em média 2,3 cêntimos por litro de gasolina ou 2,8 cêntimos por litro de gasóleo face a um abastecimento num posto de uma auto-estrada. Para um automobilista, ao fim do mês esta diferença po-de ser significativa e só é possível porque há disputa de mercado.
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