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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Setembro de 2005 às 00:00
Até agora, em três jogos, Koeman já utilizou 20 jogadores. Com resultados desastrosos, reflectidos num único ponto conquistado e apenas um golo marcado. A forma sóbria como o Benfica apareceu escalado frente ao Lille quase indicia uma intervenção externa que terá posto termo à deriva táctica a que este holandês inventor estava a sujeitar as pedras lançadas na relva.
Se é muito discutível utilizar três centrais para jogos em casa com equipas da dimensão do Gil Vicente, o que sempre esteve em causa não foi o sistema mas os intérpretes cegamente escolhidos para o servir. O sistema de três centrais pode ser usado mesmo em jogos contra equipas com um só ponta-de-lança desde que servido por intérpretes em harmonia com o que num caso desses lhes é exigido – maior abertura do leque e subidas ao meio-campo.
O Benfica não deve abandonar a ideia – válida – de que alguns dos jogos europeus que se lhe deparam e algumas das deslocações mais difíceis em Portugal têm nos três centrais a mais segura abordagem defensiva e interessantes desdobramentos para o ataque. A título de exemplo: os quatro semifinalistas do último Mundial jogavam com três pedras no centro da defesa.
O Benfica pode e deve ter dois sistemas. Que a miopia de Koeman na avaliação dos jogadores não destrua definitivamente a sua boa ideia.
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