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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Janeiro de 2003 às 00:00
Pôde festejar, e logo em duas ocasiões, golos que não marcava desde Agosto de 2001. E estes seus golos podem ter confirmado o título que foge aos portistas há três épocas. Mas, apesar de ser conhecido pela alcunha de “bicho”, a forma como comemorou foi a de sempre, de punho fechado, símbolo da sua raça, e um abraço aos colegas. Pouco animalesca, portanto. A mostrar, talvez, que o episódio da braçadeira não terá sido mais que isso mesmo. Um mau momento. E uma condenação demasiado severa.

Nessa altura, Pinto da Costa não foi capaz de o segurar em plena crise com Octávio. Mas Mourinho, perante a saída de Jorge Andrade, aceitou de bom grado a ideia de ir resgatá-lo ao Charlton e voltar a dar-lhe o comando da defesa portista e a braçadeira de capitão, sem se importar com a idade ou o facto de já ter dito adeus à selecção. Dando-lhe Aloísio como exemplo. E domingo, depois dos seus golos e da confirmação da vitória dada por Alenitchev, o presidente chorou, tendo de ser confortado pelo treinador. Sentimentos de culpa?
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