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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Novembro de 2010 às 00:30

A par dos outros Estados--membros, Portugal vai participar no empréstimo, passando um cheque à Irlanda de, supõe--se, mais de mil milhões de euros. É muito dinheiro, mais do que toda a receita adicional que o Estado prevê encaixar em 2011 com o aumento do IVA de 21 para 23%. Como é dinheiro que não temos, teremos de pedi-lo emprestado. É revoltante? Não: é dinheiro bem gasto. Porque é investido na estabilidade do euro, portanto em nós próprios. E porque hoje somos credores mas amanhã poderemos ser devedores deste esforço comunitário.

"Portugal não é a Irlanda" é a frase mais repetida dos últimos dias, que substituiu o "Portugal não é a Grécia" de antes do Verão. Pois não, Portugal não é a Grécia, tem uma banca com uma gestão mais responsável que o Estado. Na Irlanda, a banca endividou-se morbidamente e financiou a compra de casas que depois desvalorizaram. Mas temos uma semelhança que pode ser fatídica: precisamos de financiamento nos mercados externos. Todos diferentes, todos iguais.

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