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Correio da Manhã

Opinião
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1 de Julho de 2002 às 23:36
No encontro decisivo, sem surpresa, perante uma Alemanha modesta sem ambição, o Brasil, um pouco à custa das três ou quatro "estrelas" que possui, arrecadou o seu quinto título de campeão mundial e passa agora a estar descansado quanto a alguém conseguir igualá-lo nos próximos anos, já que outros países com tradições, como a Itália e a própria Alemanha, até aqui, apenas detiveram o ceptro máximo por três vezes.

No "penta" conquistado pelos brasileiros, se, como já se disse, foi por vezes determinante a categoria individual deste ou daquele jogador, casos de Rivaldo, Ronaldo, Roberto Carlos ou Ronaldinho Gaúcho, não devemos deixar de destacar a homogeneidade revelada pela equipa, nomeadamente na ausência total de casos ou "birras" entre os componentes da "canarinha".

A forma determinada com que "Felipão" conduziu a sua selecção, não se deixando nunca pressionar pelo exterior, prova que, mais uma vez, este campeonato valeu mais pelo trabalho e pela coesão de grupo, do que pela suposta classe extra deste ou daquele indivíduo. Uma lição que deverá servir para vários países, com Portugal a liderar o grupo daqueles que devem analisar com muito cuidado os erros cometidos, as omissões e as responsabilidades de quem esteve a representar o seu país.
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