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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Engaspar

Quando tomou posse, Vítor Gaspar foi adjectivado de "extremamente sério". Que vil injustiça.

Joana Amaral Dias 16 de Julho de 2011 às 00:30

Afinal, o Ministro é uma pessoa muito divertida. A alma da festa. Munido de fina ironia, revelou que dispôs de apenas 180 segundos para falar aos parceiros do euro do seu programa. Terá sido naquele ritmo com que no final dos anúncios a produtos financeiros se dizem as reais condições? Já quando Juncker sugeriu a redução das taxas de juro, Gaspar, qual Jekyll e Hyde, considerou a ideia prematura. Sobre o "desvio colossal" apresentou, sem se descompor, a verdadeira versão: "Foram detectados desvios, e a consolidação orçamental exige um trabalho colossal."

Ou seja, o grande buraco era no discurso e não nas contas. Mas o melhor da sua veia satírica surgiu ao explicar que o novo imposto não se aplica aos rendimentos de capital para não atingir a poupança. Claro. Um grande especulador, por exemplo, deve ser poupado, pobrezinho. Pois é. Já sabíamos que a austeridade é a cura que mata o doente. Mas, pelo menos, agora entraremos na tumba morrendo de riso. Grande generosidade para um Ministro das Finanças.

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