Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
9
15 de Janeiro de 2006 às 00:00
Enquanto Soares surgiu em diversas fotos ao lado dos mais importantes líderes mundiais e foi apresentado como o político que abriu a porta da Europa a Portugal e que sabe o que é a globalização, os outros candidatos optaram por fazer ver que são acolhidos pelos cidadãos do País em que vivem.
A voz ‘off’ da candidatura de Alegre disse mesmo que “as pessoas aproximam-se” dele. E o poeta, num empolgado discurso, afirmou a plenos pulmões que “eu sou o guerrilheiro da democracia”. Cavaco preferiu falar da “defesa e expansão da nossa língua”, acompanhado de muitos depoimentos de pessoas ligadas à cultura e de muitos eleitores anónimos que surgem sempre nestes espaços.
Quer Louçã, quer Jerónimo, voltaram a recordar episódios do tempo do Governo de Cavaco, e no espaço do primeiro, como que a martelar essa ideia, a canção que se escutava era ‘ó tempo volta para trás’. Mas foi Garcia Pereira o mais incisivo, acusando um ministro de ser “Miguel de Vasconcelos” e o Presidente da República de não demitir o Governo por “incumprimento” do que prometeu nas eleições. Palavras fortes, num tempo de antena de imagem fixa.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)