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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Escândalo do BPP

O ministro das Finanças disse ontem que "os clientes do BPP que celebraram contratos de depósito terão as garantias asseguradas". Esta promessa do ministro não acalma os clientes vítimas do Banco Privado, porque as suas aplicações, tecnicamente, não são depósitos, mas sim investimentos mais próximos de fundos bolsistas.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 9 de Maio de 2009 às 00:30

Até rebentar o caso BPP, os clientes estavam sossegados e pensavam que os produtos de ‘retorno absoluto’, garantidos pelo banco, com um juro pouco superior a 5%, eram depósitos. Descobriram depois que eram produtos de risco e que alguns até serviam para pagar aplicações de outros clientes, como num esquema de D. Branca.

Isto aconteceu num banco de portas abertas, num negócio em que os administradores estão sob a alçada disciplinar do Banco de Portugal. A autoridade falhou de forma absurda e deixou que o banco vendesse gato por lebre.

Os accionistas da Privado Holding estão agora em guerra, enquanto João Rendeiro está tranquilo, com o seu património seguro em offshores. Entre os clientes que invadiram os balcões do banco há casos dramáticos. Pessoas que perderam o pé-de-meia. A actual administração ainda tenta recuperar banco, mas o mais importante não é salvar o BPP: o fundamental é recuperar o máximo possível do dinheiro dos clientes.

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