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Correio da Manhã

Opinião
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18 de Setembro de 2009 às 00:30

Que ficámos a saber? Que todos, mesmo quando variam nos caminhos, amam as empresas, desde que em tamanho pequeno ou médio, e não dispensam o Estado. Até o BE, quando foi apanhado com uma velha mão expropriadora nos bancos e nos PPR, disse logo que os "governos conservadores" fizeram o mesmo. Nem o BE quer ter políticas que não possam ser de direita. Mas, estimado leitor, deixou-se enganar? Claro que não. O Louçã tem saudades do PREC, a Ferreira Leite gostaria de privatizar, e o Sócrates está convencido que fez bem na avaliação dos professores – mas não o podem dizer.

Porque têm medo – medo de nós, que vamos votar no dia 27. Por isso, podemos estar descansados: não será por eles que havemos de ouvir o que não queremos. E o que nós não queremos ouvir, acima de tudo, é que, para ter a prosperidade e a Segurança Social a que aspiramos, precisaremos de trabalhar de uma maneira a que não estamos habituados. Estes debates, no fundo, esclareceram o que é a democracia em Portugal: o regime em que os políticos têm medo do povo, e o povo tem medo da realidade.

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