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Correio da Manhã

Opinião
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Carlos Garcia

Especiais ou otários?

A carreira de Investigação Criminal da PJ é, como poucas, pela sua especificidade, exigência e risco, uma carreira especial, diferenciada por isso das demais carreiras da função pública. Mas somos especiais em quê?

Carlos Garcia 22 de Setembro de 2013 às 01:00

Por não termos um estatuto de pessoal adequado à legislação aprovada em 2008? Porque somos obrigados a trabalhar 24, 48, 72 horas, sem uma justa remuneração, como foi concluído pelo Conselho da Europa, em 2011, numa decisão vinculativa para o Estado português? Porque podemos ser convocados para trabalhar a qualquer hora, independentemente das circunstâncias (veja-se o caso de uma inspetora punida disciplinarmente por não se ter apresentado ao serviço às 7h00, apesar de ter alegado que o infantário só abria às 8h30 e que não tinha ninguém que tomasse conta do filho bebé)?

Somos especiais porque acima da nossa vida e da estabilidade familiar está sempre o serviço da PJ? Na verdade, somos especiais apenas porque temos mais deveres e nenhuma contrapartida compensatória, como seria racionalmente civilizado pressupor-se. Mas não. Em português popular, o que somos na verdade é... otários!

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