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Correio da Manhã

Opinião
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5 de Julho de 2004 às 00:09
Sente-se melhor como a frase traduz uma verdade profunda quando se vive um dia como ontem, em que a energia, a vontade e a força do País pareciam tamanhas que até o ar se respirava como se fosse elixir da imortalidade.
A emoção, a esperança e a paixão permitiram espreitar sentimentos colectivos transcendentes. Embora só se tratasse da final do Euro, sentiu-se como são bons leitores das realidades do nosso tempo os que apontam o desporto, em geral, e o futebol, em particular, como as mais pacíficas de todas as guerras. Noutra coisa não se pensou ao longo de todo o dia. O espírito era guerreiro, mas para bem de todos o assunto era só futebol.
Outra curiosidade ressalta da mitologia grega, que mais vem á memória até devido à vitória da Grécia. Nas suas origens míticas, cantadas por Homero na ‘Ilíada’, o deus da guerra era Ares e Vitória a sua filha. É uma relação mítica que atravessa civilizações há milénios e perdura nos nossos dias. Basta imaginar como teve asas o delírio dos gregos.
Para bem de todos, o futebol não é guerra. Quem vence sente uma felicidade dos deuses, mas ninguém sofre irremediavelmente. O efeito mágico de uma vitória no futebol é absolutamente desproporcionada com a passageira desilusão dos que perdem. Embora amargue muito.
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