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Correio da Manhã

Opinião
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12 de Outubro de 2004 às 01:30
Disse coisas diversas daquelas que o seu ministro das Finanças anunciara, mas defendeu bem o pequeno registo do Governo nestes três meses. E prometeu aumentar as pensões, reduzir as taxas de IRS. Reafirmou também a necessidade de transformar as Scut em auto-estradas com portagem e de pagar os 600 milhões do défice da saúde. Um equilíbrio entre boas e más notícias.
Apagar as desastradas declarações do seu ministro dos Assuntos Parlamentares na semana passada, responsáveis, em primeira análise, pela instabilidade que se viveu nestes dias, é impossível. O primeiro-ministro, apesar de tudo, encontrou uma forma honrosa de sair de um lance difícil, voltando à política do dia-a-dia das pessoas. E lembrando que é necessário estabilidade para se poder governar bem. Pois é. Esperemos que o primeiro-ministro consiga também estabilizar o seu Governo. Não há estabilidade governativa sem ministros com estabilidade emocional e alguma preparação política e técnica.
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