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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Estado da Nação

O discurso de Cavaco Silva perante o corpo diplomático tinha outros destinatários que não estavam presentes no Palácio de Queluz.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 13 de Janeiro de 2010 às 00:30

O Presidente falou sobre o Estado da Nação quando, a propósito da crise financeira internacional, evidenciou os perigos da falta de transparência, que "torna possível alimentar expectativas sem correspondência com a realidade e que permite ocultar comportamentos eticamente reprováveis". Cavaco sublinhou que "precisamos, agora, que a retoma que se anuncia se consolide e seja gerida de forma sustentável", e avisou que "a forma como sairemos da crise será determinante para que não nos voltemos a encontrar em situação semelhante à que vivemos e com custos ainda mais elevados".

Como prevê o Banco de Portugal, a economia vai crescer ao ritmo do caracol, e em 2010 continuaremos a assistir à destruição de emprego; o rendimento disponível das famílias vai encolher e deixamos de ter a almofada dos juros em mínimos históricos e inflação negativa. Aquilo a que chamamos crise vai continuar e fazer novas vítimas. Não é com operações de ilusionismo que esta crise acaba. É com trabalho árduo e de qualidade.

Só quando o investimento que reproduz riqueza e as empresas exportadores forem os motores do crescimento é que a retoma chegará de forma sustentada.

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