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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Janeiro de 2012 às 01:00

Estado eficaz é muito diferente de Estado mínimo. O Estado eficaz retira-se quando existem melhores opções na comunidade para desenvolver um serviço ou uma prestação universal de forma regulada e transparente. Em contrapartida, um Estado mínimo retira-se sempre que há um interesse privado que compete pelo negócio, independentemente de estarem asseguradas as condições de universalidade e manutenção da sua qualidade. Recentemente a Administradora dum grande grupo Hospitalar privado dizia e bem que com o seu grupo o Ministério da Saúde não teria surpresas na factura. De facto, só os utentes é que poderão ter surpresas no serviço se a procura for maior que a contratada. O Estado mínimo não é uma opção sustentável para uma sociedade como a portuguesa. O compromisso que faz sentido é o compromisso com um Estado eficaz. Mais do que isso é um erro crasso que nos sairá caro.

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