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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Estado indireita

Aproveitando as declarações do procurador-geral da República e a demissão do ‘seu’ administrador da PT, o primeiro-ministro fez uma declaração, tentando encerrar o caso. E atenuar novas revelações. Não conseguiu. Até porque, sobre o nervo sensível de todo este enredo, o seu conhecimento prévio dos negócios da PT com a TVI, ficámos exactamente na mesma. Sócrates só sabe que nada sabe.

Joana Amaral Dias 20 de Fevereiro de 2010 às 00:30

Saiba-se, então, uma outra coisa. Referindo-se à publicação das escutas, o PM afirmou que esses métodos pertencem aos que não sabem "aceitar o resultado das eleições legislativas". Há um ano, em plena investigação do Freeport, disse algo semelhante: "Em democracia quem governa é quem o povo escolhe e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de TV." Pois é. Sócrates não entende que os votos não o isentam de uma investigação e, muito menos, de um julgamento político. Nenhuma maioria, absoluta ou relativa, o dispensa de prestar esclarecimentos. Só talvez uma ditadura o permitisse.

E não, este fraco entendimento não constitui indício de crime contra o Estado de Direito. Mas, definitivamente, em nada contribui para a sua consolidação. Pobre país o nosso, entre a espada e a parede, entre as escutas e este PM. Venha o Diabo e escolha.

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