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Correio da Manhã

Opinião
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5 de Fevereiro de 2010 às 00:30

Logo na segunda-feira, aparentando ignorar as informações já na altura alarmantes sobre como os mercados internacionais, as agências de rating e as instituições europeias viam o défice português e a correspondente dívida, Primeiro-Ministro, Ministro das Obras Públicas e Ministro das Finanças ensaiam posições diversas sobre algumas das mais que questionáveis obras públicas, verdadeiros bijous do regime. Na terça, a confusão aumenta, culpam-se as agências e os mercados e, já na quarta, o próprio comissário Almunia.

O Grupo parlamentar do PS ajuda à festa entrando em guerra sobre propostas orwellianas de alguns dos seus vices sobre sigilo fiscal. No PSD, o grupo que o dirige cauciona os pedidos de mais despesismo para a Madeira, com o pretexto hilariante de que são só mais 0,2% do PIB de défice. Entretanto, o mercado da dívida soberana entra em ebulição, as acções caem a pique e… nada de notícias de bom senso da parte de quem manda. Depois não digam que não estamos a pedi-las...

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