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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Maio de 2005 às 00:00
Primeira – uma nova geração de líderes políticos percebeu finalmente que tem de adequar a prática ao discurso.
Desde sempre a democracia portuguesa teve um discurso ético contrastante com a prática que o cidadão testemunhava. A consciência colectiva desta oposição entre discurso e prática agudizou-se com o advento de uma imprensa livre, privatizada, agressiva.
Sob pena de verem o sistema fundado no voto directo e universal esvair-se na hemorragia da abstenção, os novos líderes partidários iniciam agora esta viragem em que Portugal é precursor na Europa Latina. E ninguém como Marques Mendes ergueu tão alto a nova bandeira.
Segunda – os estatutos do PSD, apesar de revistos há apenas cinco anos, permitem interpretações que dão força às reivindicações de Isaltino Morais. Numa era em que os líderes nacionais respondem por qualquer resultado eleitoral, por mais localizado que seja, é justo que ao presidente do partido caiba, em última instância, a decisão sobre cada cabeça de candidatura autárquica. Ora não é isso que estabelecem uns estatutos onde a presidência, enquanto órgão unipessoal, surge ainda de forma tímida. Anacrónica.
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