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Correio da Manhã

Opinião
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26 de Agosto de 2003 às 00:00
O Sporting foi indiscutivelmente a equipa da jornada. E foi também a surpresa do fim-de-semana. Não por ter ganho 4-2 ao Belenenses, que isso é coisa que pode acontecer sempre que dois adversários dispostos a jogar se encontram, mas sobretudo pelo ar de equipa feliz que fez questão de não disfarçar. O Sporting não se limitou a ganhar, jogou bem, deixou-se levar pelo futebol, divertiu-se. E com ele os 34 mil que foram à estreia oficial do Alvalade XXI. Depois da estreia hesitante em Coimbra, não era de esperar um Sporting tão saudável.
Fernando Santos teve do seu lado um conjunto de circunstâncias que fariam feliz qualquer treinador: melhor Hugo de sempre, inteligência musculada de Rochemback, João Pinto dos grandes dias, Toñito perfeito, Lourenço intrigante e, como se não bastasse, um suplente ao rubro, Tello. Com tanta gente inspirada, ficou para um dia destes a correcta avaliação de Polga e do sistema de três centrais. É verdade que a equipa cresceu com a troca do central brasileiro por Tello, mas não é justo acabar ali com a possibilidade de o Sporting estabilizar o seu jogo a partir de uma tripla no centro da defesa. Se este é o Sporting que vamos ter, seja muito bem-vindo.
PS. Impossível disfarçar o contraste. Em Alvalade, casa cheia; no Jamor, menos de cinco mil pessoas para ver o Benfica com o prometedor Vitória de Guimarães. Ao segundo jogo os benfiquistas já não acreditam. Haverá pior sinal de que os problemas do clube são profundos?
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