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Correio da Manhã

Opinião
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João Pereira Coutinho

Este país é para velhos

Toda a gente fala da ‘geração à rasca’. Mas poucos lêem o seu manifesto. Injusto. Até porque o manifesto é bem pior do que eu imaginava. Deixemos de lado a competência literária do textículo. Fiquemos pela substância: a ‘geração à rasca’ não quer ‘precariedade’.

João Pereira Coutinho 12 de Março de 2011 às 00:30

Quer, como muito bem diz, ‘estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida’, o que permite imaginar que estes rapazes septuagenários gostariam de viver numa gaiola, ou numa camisa-de--forças, onde não houvesse competição ou maçadas.

Para finalizar, a ‘geração à rasca’ ainda se proclama ‘a geração com maior nível de formação na história do país’, embora seja incapaz de perceber dois factos básicos. Primeiro, que a preponderância económica da Europa desapareceu para não mais voltar. E, segundo, que esse eclipse não se resolve com lamúrias reaccionárias; resolve-se com ambição, inovação; e, claro, uma boa dose de risco. Só que a ‘geração à rasca’ não arrisca. Na melhor tradição nativa, prefere ‘arrumar-se’ num emprego seguro onde possa apodrecer em paz. Tão novos e já tão velhos.

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