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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

Estilo e resultados

A chamada enérgica do procurador de Gondomar a Lisboa marca uma nova era na Procuradoria-Geral da República. E Pinto Monteiro já prometeu declarações até final da semana sobre os próximos caminhos do ‘Apito Dourado’.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 13 de Dezembro de 2006 às 00:00
No estilo, o novo PGR traça já o contraste com o anterior estilo liberal onde cada agente do Ministério Público tocava a música conforme sabia ou não.
O Ministério Público não foi pensado para orquestra de jazz. A pauta tem de ser uma só. O mais objectivada possível pela hierarquia, que responde em última instância pela eficácia do todo.
Mas o regresso à figura do maestro não deverá levar a cabeça da investigação criminal a regredir até aos pardacentos anos de Cunha Rodrigues, onde o Ministério Público não parou de ganhar poder essencialmente por pouco fazer com ele.
Portugal precisa de um Ministério Público pró-activo que ajude a comunidade a acelerar o progresso. De magistrados corajosos mas tecnicamente enquadrados. É urgente acabar de vez com as vacas sagradas e intocáveis, a coberto de clubes, câmaras, organizações partidárias ou secretas.
De Pinto Monteiro, o País espera que, com uma coordenação enérgica e eficaz, obtenha resultados sem sistemáticos recursos aos vetos de gaveta a coberto do princípio da oportunidade.
O estilo mudou na PGR. Aguardemos os resultados.
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