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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Dezembro de 2009 às 00:30

Olhão foi palco do primeiro jogo da Liga com três expulsões, todas por vermelho directo. Consequência natural de 90’ em clima de guerra, com o Benfica a fazer uma das piores exibições da época, no pior momento. O descontrolo de Di María e Coentrão, a juntar ao azar de Ramires, quase faziam o pleno de desaires para a equipa de Jorge Jesus. Mas o golo de Nuno Gomes, ao cair do pano, lá permitiu segurar a vantagem magra sobre o FC Porto e manter a colagem ao líder.

Isto porque o Sp. Braga perdeu os primeiros pontos em casa. Sem Domingos no banco (outra estreia) foi a primeira vez que o líder somou duas jornadas seguidas sem vitória. Um sintoma de fragilidade, antes da visita a um P. Ferreira, que na sexta-feira se estreou a ganhar em casa, acabando com um jejum de 200 dias.

Sábado à tarde houve mais do mesmo: o U. Leiria estreou-se a ganhar em Alvalade e Carvalhal conheceu pela primeira vez o sabor da derrota no comando do Sporting. O que impressiona mais já nem é a série de maus resultados, mas o clima de conformismo que teima em fechar a porta de saída para a espiral depressiva do leão. O desaire só não teve consequências mais pesadas porque Nacional e Marítimo, outros sólidos concorrentes à Europa, também entraram em ‘panne’. Neste grupo, a excepção aos tiros no pé foi o Rio Ave. A equipa de Carlos Brito nunca tinha ganhado nos Barreiros e prolongou o clima de estreias: com a primeira derrota de Van der Gaag deixou de haver técnicos invictos.

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