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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Outubro de 2009 às 00:30

Com o receio de provocar um certo excesso de Lisboa num tempo em que tanto se fala do Tratado, a presidência da Comissão tem vindo a designar a nova Estratégia simplesmente como EU – 2020. Chame-se-lhe o que se lhe chamar, a verdade é que a Estratégia que aí vem será um novo impulso à Estratégia de Lisboa, com mais ambição, dimensão política e instrumentos de cooperação activa. Um impulso que precisará de recursos humanos motivados, competentes e focados nas áreas estratégicas prioritárias.

É por isso que o futuro da Estratégia de Lisboa se joga agora não apenas nas sessões de debate com a sociedade civil ou nos centros de decisão da União Europeia mas também, e sobretudo, em cada país, região, cidade ou família, através das escolhas que os jovens que estarão na fronteira do saber em 2020 estão a fazer neste momento.

Que sentido ou eficácia terá a escolha de três ou quatro domínios estratégicos de competição para a afirmação global da UE se os seus jovens não fizerem já uma aposta formativa nesses sectores? Como poderemos ser líderes globais nas energias limpas, na logística, nas redes de nova geração ou nos novos sistemas de saúde se um número significativo de jovens europeus continuarem a fugir do estudo da Matemática, da Física, da Química, da Biologia e de outros saberes críticos para a nova revolução tecnológica?

Longe de mim querer condicionar a liberdade de escolha dos jovens estudantes europeus. O que afirmo é que a liberdade de escolha  da União Europeia será condicionada pelas escolhas dos seus cidadãos.

Faz por isso sentido que, sem imposições, esta equação seja clara para todos. A União Europeia é uma resultante da expressão democrática das nossas vontades e das nossas escolhas pessoais. Importa, portanto, que sejam, deste modo, vontades e escolhas efectivamente livres mas informadas.

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