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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Janeiro de 2010 às 00:30

A discussão e votação do Orçamento de Estado é uma bela montra para os portugueses apreciarem a importância que os partidos políticos conferem ao seu voto em época eleitoral. Relativamente ao Governo e ao partido que o sustenta, é fácil verificarem se o que está a ser proposto no Orçamento condiz ou não com as promessas eleitorais, com a conjuntura económica e, em última instância, com a necessidade de se dinamizar a economia e iniciar a redução do défice orçamental. Quanto aos partidos de oposição, a apreciação não será tão óbvia mas, com alguma argúcia, é possível perceber como se posicionam e como se pronunciam sobre um documento vital para os interesses nacionais. PC e BE, escorados nos seus estafados argumentos, colocam-se à margem da discussão, com o pretexto fácil de que o Governo "não quer adoptar soluções de esquerda" e, portanto, é-lhes indiferente a sorte do Orçamento.

Não se pode ser mais irresponsável. Os portugueses que deram o voto a estes partidos percebem a inutilidade do seu gesto. É que podiam apresentar as suas divergências e diferenças mas enriquecer a discussão, apresentar propostas e soluções para a difícil situação do País em consequência da grave crise económica. Mas não, apresentam o seu argumentário, velho e relho, e como não se compagina com o documento orçamental estão-se nas tintas para o assunto e não estão disponíveis (dá muito trabalho…) para ajudar. O País que se lixe. Os portugueses também. A coerência da irresponsabilidade. O PSD, que é o principal partido da oposição, felizmente, adoptou a posição contrária.

Mesmo com a turbulência que o afecta internamente, houve rigor e predisposição para entendimento na primeira ronda de conversações com o Governo. Em vez de exigências descabidas, apresentou propostas e condições para um entendimento. Em vez de obstáculos intransponíveis, pôs na mesa argumentos. Os portugueses não deixarão de relevar o alto patrocínio do PSD à aprovação do Orçamento. O PSD colherá bons frutos junto se porventura perceber que pouco importa a algazarra demagógica. É fundamental aprovar o Orçamento, porque o País não aguentaria essa machadada. Cairíamos na bancarrota.

P.S. – Não comecei no jornalismo como paquete. Vítor Rainho foi paquete no ‘Expresso’ e é subdirector no ‘Sol’. Está pior no ‘Sol’ que no ‘Expresso’. É subdirector sem ter deixado de ser paquete. Um paquete pacóvio e mal-educado.

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