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Correio da Manhã

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Rui Hortelão

Exames nacionais para quê?

O problema maior está na formação dos docentes.

Rui Hortelão 15 de Junho de 2015 às 00:30
Quase 258 mil alunos do 9º ano e do ensino secundário iniciam, hoje, a sua época de exames.

Muita gente, jovens que serão a coluna vertebral de Portugal nas próximas décadas.

É por isso que a avaliação de Hélder de Sousa, presidente do organismo que elabora estas provas nacionais e define os seus critérios de avaliação, tem de resultar – com urgência – em mudanças práticas.

Diz ele que "os exames não estão a gerar melhorias das aprendizagens"; que o treino intensivo a que as escolas sujeitam os alunos para os preparar para os exames "é o maior erro que se comete em matéria de prática de sala de aula"; e que a análise exaustiva dos resultados feita pelas escolas é inconsequente, já que todos os anos as dificuldades reveladas são sempre as mesmas.

Muitos vão aproveitar estas palavras para nova ofensiva contra os exames, mas acabar com estas provas é um retrocesso que devemos evitar a todo o custo.

E que apenas serve os que teimam em ignorar o óbvio: o problema não são os exames, nem os alunos. O problema maior está na formação dos docentes.
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